sábado, 7 de março de 2009

A violência da Banalização: Um Processo Político e Social

É agravante a atual situação dos processos marginalizatórios dos grandes aglomerados urbanos, facilitadores das práti-cas ilícitas, caracterizadas como violência. Quando os investimentos estão restritos às áreas de segurança e força poli-cial, e os mesmos não oferecem resultados efetivos, é necessário que o quadro seja reavaliado. A banalização das ditas práticas inconstitucionais, aos olhos dos políticos, tem tornado a violência social e suas verten¬tes (agressões físicas, psicológicas e morais aos grupos minoritários) um fato desprovido de solução. Comumente ou¬ve-se falar em investimentos que propiciem o aumento do poderio bélico das forças policiais, mas pouco é discutido sobre o combate a corrupção por entre os governistas. Segundo recente declaração do presidente da república Luís Inácio, 60% dos investimentos nas diversas áreas são perdidos em sua distribuição aos Estados e Municípios. É ainda mais profunda a causa da violência na sociedade. A ausência de política de infra-estrutura na construção dos bairros contribui para o crescimento desordenado das periferias aumentando a níveis alarmantes o abismo de estrati¬ficação social. Quando a desigualdade entre as classes atinge seu ápice, torna-se consequência o aumento gradativo das práticas ilegais.
A violência não é somente mais um caso de polícia, mas de políticas públicas. Investir unicamente em armamentos e nas forças policiais não resolverá o atual quadro de falência das instituições que regem a sociedade. Somente propor-cionando o desenvolvimento da educação pública e combatendo a corrupção o país atingirá o tão esperado progresso
de grande nação.

Redação vencedora das "Olimpiadas da Leitura e da Redação" do ensino médio

quinta-feira, 5 de março de 2009

A MULHER NO PODER


Se me entregassem o mundo de presente, eu o repassaria imediatamente às mãos de uma mulher. Qualquer uma: branca, negra, amarela, pele vermelha. Assim fazendo, esta¬ria libertando o planeta de milhões de anos de domínio de macho, desde quando a predisposição à caça o aparelhou também para oprimir, subjugar, perseguir tudo aquilo que estivesse na mira de sua arma ou à margem de seu coração. O macho, desde cedo, projetou um mundo dividido, com territórios demarcados, elevando à máxima altura o valor gramatical dos pronomes possessivos de primeira pessoa: meu, minha, meus, minhas. Com isso, dedicou-se, pelo resto da história, a usurpar o que estivesse na órbita das outras pessoas. Deu no que deu. Este mundo que nós temos, e no qual somos obrigados a viver, é o mundo dos homens, da imposição fálica e do medo geral. Não repassaria este mundo a uma mulher, apoiado simplesmente nos estereótipos e mitos que se criam a sua imagem: sexo frágil, alma delicada, sensibilidade rara e outras artimanhas que os próprios homens criaram para mante-las longe do poder. Não entregaria o mundo à "Amélia", nem às "mulheres de Atenas".
Entregá-lo-ia, sim, às donas de casa de família pobre, economistas e administradoras supremas de uma universidade que faz prova todo dia; matemáticas perspicazes que projetam o quase nada no desdobramento de um mês que parece nunca acabar.
Entregá-lo-ia a todas as mães, de cujas mãos a violência arrancou um filho, tingindo-lhe repentinamente os cabelos de indignação e dor. Estas saberiam aplainar o caminho da paz, porque o sofrimento é o grande arado da sabedoria. Entregaria este mundo às mães solteiras, abandonadas pela covardia do macho, e que, mesmo assim, cumpriram à risca o compromisso com a vida, assumindo seu filho de um sobrenome só. Estas saberiam transferir dignidade e ética para as mínimas esferas do poder, como ações cotidianas de sua governança.
Entregaria este mundo a quem nasceu com o dom da criação, da resignação altiva, da decisão pensada; a quem levou os últimos milénios anotando erros e ordenando o caos. Entregaria sem pensar duas vezes, e me recolheria à incompetência de macho, sabendo, no meu coração, que, a partir de então, iria viver em um mundo muito mais feliz do que aquele que comandei por todos esses anos.

- Jorge Portugal. Educador e poeta é membro do conselho nacional de politica e cultura.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Fahrenheit 11 de setembro

O documentário mostra as conseqüências econômicas do ataque terrorista ao World Trade Center nos EUA em de 11 de Setembro de 2001 e também as medidas tomadas pelo então governo George W. Bush, algumas delas de certa forma suspeitas, não explicadas como, por exemplo: a frieza que Bush demonstrou ao receber a notícia do atentado; os congressistas não lêem o que aprovam; a invasão ao Iraque; a morte de inocentes atingidos pela guerra...

Em síntese o documentário procura explicar as atitudes e os interesses políticos do Presidente George W. Bush e principalmente como este procurou se beneficiar politicamente da repercussão do fato. Porém em se tratando de Marketing o cineasta Michael Moore também se promoveu.

“Além de abalar as estruturas do governo Bush, além de se tornar o porta-voz de bilhões de pessoas pelo mundo que não suportam a arrogância militarista norte-americana e além, é claro, de ficar rico, o cineasta Michael Moore está promovendo uma outra revolução: a dos documentários “politicamente corretos”. É o fim de uma era. Após o sucesso do estilo Moore, os documentaristas estão livres, liberados daquela tentativa gélida de transmitir com seus filmes uma falsa sensação de imparcialidade.

Temos agora um novo estilo de se fazer cinema documental, onde o documentarista intervém, opina, conduz, sim, seus entrevistados, edita tendenciosamente da maneira que melhor lhe convier, enfim, faz tudo aquilo que sempre foi considerado “errado” no gênero. Problema?

Nenhum. Todo mundo sempre faz isso, só que de maneira velada. Moore escrachou, escancarou, levando (e elevando) o cinema documental ao status de blockbuster. E se supera em Fahrenheit - 11 de Setembro”. Celso Sabadin

http://br.cinema.yahoo.com/filme/11862/critica/8862/fahrenheit11desetembro

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Reflexão sobre o Marketig Político

No mundo Político atual o Marketing é o elemento que mais influência na disputa de um cargo. João Moacir de Medeiros, protagonista das primeiras campanhas eleitorais no Brasil onde os ditos recursos, hoje chamados Marketing Político, foram aplicados pela primeira vez:“Eu nunca dispensei a pesquisa porque sempre fui um repórter” noutras palavras qualquer diferencial pode tornar-se um ponto a ser explorado. Sem o Marketing Político dificilmente um candidato terá êxito numa candidatura a um cargo público.

De acordo a Figueiredo (1994), Marketing é um complemento da propaganda política. O Marketing Político tem como objetivo elaborar estratégias para convencer o eleitorado votar num determinado candidato. Antes de atuar na imagem e proposta do candidato que pretende promover ele investiga todo o perfil e propostas dos seus principais opositores, investiga também e principalmente os anseios e desejos da comunidade onde pretende atuar para depois de posse desse conhecimento elaborar suas propostas e seu plano de ação rumo ao conceito do candidato ideal.

Marketing Político

WebObama 2.0 4 Agosto 2008 •

Quer um toque de Barack Obama no seu telemóvel? Um wallpaper no seu desktop? Ou, deseja receber, em tempo real, atualizações sobre a campanha de Obama diretamente no seu telélé?
A mais sofisticada campanha política de sempre aderiu ao Marketing Digital. Alguns dos melhores marketeers do mundo acabam de criar, nesta corrida democrata à presidência Americana, o Marketing Político Digital.
Cada americano pode conhecer o candidato online, fazer downloads de Obama, subscrever e receber no telemóvel toda a informação atualizada sobre a agenda política do candidato.
Não só os eleitores ficam informados, como os responsáveis pela campanha passam a dispor de uma seguríssima ferramenta que avalia o número de subscritores, potenciais votantes, medindo e ainda hierarquizando os assuntos que mais interessam aos americanos. Preciosa fonte de indicações, que os assessores de Obama convertem no mais afinado discurso político, ora sobre a saúde, o Iraque, o emprego, a educação…
O partido democrata apostou em todas as ferramentas digitais. Conta com um blog, um canal tv e comunidades online segmentadas para americanos judeus, americanos árabes, entre outras que, uma vez mais, permitem auscultar opiniões, tendências de voto, a força e o impacto dos discursos de Obama nos seus potenciais votantes.
O Obama está no Facebook, no My Space, no Flickr… o Obama está nos Estados Unidos, na net e em todo o lado. Ao comparar Obama a Deus, MacCain não se enganou!! Graças ao online, a onipresença tornou-se seguramente numa das suas principais características.
O marketing político inteligente pôs em movimento esta campanha global. Uma campanha moderna, preparada para utilizar todos os recursos do online e gerar uma nova forma de fazer política, próxima dos eleitores, atual e destinada a conquistar os mais jovens e as futuras gerações. É caso para pedir que se converta num Case Study.
Se será o próximo presidente dos Estados Unidos, suspeita-se que sim, mas Obama é já o pai da propaganda política Web 2.0.
Depois da sua campanha, o Marketing Político Digital torna-se indispensável! Não há como voltar atrás e, sem sombra de dúvida, que este exemplo permite medir a importância do meio digital para a promoção de qualquer “produto”. De marcas a pessoas, sem exceção!

Site Oficial da Campanha Digital de Obama

Marketing Político

‘Nada muda na política’
”...são dezenas de anos de coronelismo, demagogia...

Começamos 2009, mais um novo ano de antesafra eleitoral. É nesse tipo de ano que os partidos políticos e suas lideranças plantam seus sonhos para a colheita do ano seguinte. Em 2010, teremos eleições para presidente da República, governadores de estados, senadores, deputados federais e estaduais.

No Rio Grande do Norte, a tradição política tem sido eleição após eleição, a da "fulanização", da priorização dos interesses das oligarquias, do nepotismo, do fisiologismo, do coronelismo, da demagogia. Neste primeiro dia do ano de 2009, posso dizer que duvido que a atividade política no estado seja, nos próximos tempos, muito diferente do que se vem praticando desde o século passado. São dezenas e dezenas de anos em que as oligarquias se revezam no poder, praticando o nepotismo, o fisiologismo, o coronelismo, a demagogia. Aos nomes mais ilustres dessas oligarquias, o que mais interessa é a "fulanização" da atividade política, pois, assim, eles se mantêm sempre na boca do povo”.

Sávio Hackradt
Especialista em Marketing Político, professor convidado da USP.
Diário de Natal, Coluna Ponto de Vista
Natal quinta-feira, 8 de janeiro de 2009