É agravante a atual situação dos processos marginalizatórios dos grandes aglomerados urbanos, facilitadores das práti-cas ilícitas, caracterizadas como violência. Quando os investimentos estão restritos às áreas de segurança e força poli-cial, e os mesmos não oferecem resultados efetivos, é necessário que o quadro seja reavaliado. A banalização das ditas práticas inconstitucionais, aos olhos dos políticos, tem tornado a violência social e suas verten¬tes (agressões físicas, psicológicas e morais aos grupos minoritários) um fato desprovido de solução. Comumente ou¬ve-se falar em investimentos que propiciem o aumento do poderio bélico das forças policiais, mas pouco é discutido sobre o combate a corrupção por entre os governistas. Segundo recente declaração do presidente da república Luís Inácio, 60% dos investimentos nas diversas áreas são perdidos em sua distribuição aos Estados e Municípios. É ainda mais profunda a causa da violência na sociedade. A ausência de política de infra-estrutura na construção dos bairros contribui para o crescimento desordenado das periferias aumentando a níveis alarmantes o abismo de estrati¬ficação social. Quando a desigualdade entre as classes atinge seu ápice, torna-se consequência o aumento gradativo das práticas ilegais.
A violência não é somente mais um caso de polícia, mas de políticas públicas. Investir unicamente em armamentos e nas forças policiais não resolverá o atual quadro de falência das instituições que regem a sociedade. Somente propor-cionando o desenvolvimento da educação pública e combatendo a corrupção o país atingirá o tão esperado progresso
de grande nação.
Redação vencedora das "Olimpiadas da Leitura e da Redação" do ensino médio
sábado, 7 de março de 2009
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